quarta-feira, 20 de novembro de 2019

HOMOSSEXUALIDADE VIRIL [anotações]


GAY VIRIL?


Em suma, o meu ponto é que todo esse papo LGBT gayzista serve não pra promover a homossexualidade, mas pra controlar um certo tipo de homossexualidade, que por convenção vou chamar de homossexualidade viril.

A promoção da homossexualidade do jeito específico que fazem esses movimentos, que é uma homossexualidade bem feminina e infantil (os dois opostos do homem macho), é justamente o que garante que pegue muito mal pra qualquer macho, seja ele hetero ou gay viril, fazer parte dessa história de desconstrução. É que o gay viril é um cara ‘normal’ como os heteros, um macho-padrão em quase todos os outros aspectos. Ele é, nas palavras das feministas, um misógino como nós. E mais, ela o acusa de se auto-odiar, quando ele apenas – em geral -, não é muito fã de mulherzice, como qualquer cara hetero (com a diferença de que ele não é obrigado a aceitar, como nós- ponto crucial como veremos)

E isso que eu estou falando se repete em todo o ocidente: promove-se a homossexualidade de um certo jeito que garante sua PÉSSIMA reputação entre os machos, muito pior do que seria. Quando a homossexualidade estava se espalhando com uma ótima reputação pela música e pela arte, nos anos 90 e começo dos 2000, isso sim poderia ser chamado de gayzismo. Mas o que acontece agora me parece ser uma reação direta, contrária a isso. Um antigayzismo, uma tentativa de represar as águas da homossexualidade dentro de uma cerca justamente pq ela estava, talvez, saindo fora de controle.
Mas é muito mais onipresente que isso. Pense nos países mais extremos no controle da sexualidade, que condenam severamente a prática, como os países árabes. Boa parte deles permite totalmente que o homossexual “troque de sexo” para não ser punido. Ou seja, é tudo bem ser um homossexual feminino mesmo nesses países mais extremos, desde que você se submeta a essa ‘desonra’, para o macho pelo menos, de se feminizar. As coisas lá não são tão diferentes daqui quanto parecem, muito pelo contrário.

Perceba o seguinte: só existe uma única opção proibida nessa confusão toda do controle da sexualidade. O cara pode ser macho e gostar de mulher, pode ser feminino e gostar de mulher, e pode ser feminino e gostar de homem. Mas ele não pode ser macho e gostar de homem. Porque isso seria um problema tão grande que se reflete aqui e na arábia saudita tão claramente? Qual o  grande problema da homossexualidade viril?

Eu fiz um vídeo sobre isso chamado “o bárbaro e a princesa”, vou deixar o link na descrição e no topo dos comentários, mas aqui eu vou abordar o assunto por outro livro: androfilia de jack danovan.
Jack danovan é um macho opressor padrão, mas curte homem. Odeia LGBTzismo como qualquer bolsominion de família, e a questão central do livro é justamente a de negar a identidade homossexual e abraçar a homossexualidade. Ele não acha que o fato de ele gostar de homem define ele, por isso ele não se ve no bando lgbt, e tem inúmeros amigos como ele.

E meu palpite é que é justamente esse tipo que, por alguma razão, tanto o ocidente quanto oriente parecem querer suprimir e esconder. Porque? Uma das coisas que ele escreve é crucial pra iluminar essa questão. Ele diz que se fosse proibido ser gay no país dele, ele não tria problema em casar e provavelmente seria até capaz de curtir o sexo. Rapidamente os policiais das sexualidades vem trazer rótulos, mas eu peço que os suspendam por enquanto. O ponto é que se esse for o caso, se a punição severa pode enviesar a decisão de um cara como esse, outros caras também podem ter suas decisões enviesadas e não só por isso, mas por outros mecanismos de controle diferentes da lei – como por exemplo, a destruição da reputação, a associação ao vergonhoso.

Pense o seguinte: o que é a homofobia do valentão da escola? É a de associar a homossexualidade ao feminino. ele acusa o molque feminino de ser gay ou ataca a masculinidade do gay associando-o ao feminino. É a mesma coisa. O ponto é que esse ‘bullying homofóbico’ é EXATAMENTE o mecanismo do lgbtismo mainstream, porque ele faz de tudo pra associar o homossexual ao feminino, às proteções conferidas ao feminino, ao tratamento e representação conferido ao feminino, e até permitindo porta-vozes femininos mas jamais machos tóxicos para falar em seu nome. É na verdade muito óbvio , tudo aponta pra esse mesmo lugar: associar o ato da sodomia, o deitar-se com homem, à imagem e reputação do feminino (que é péssima entre os machos).  

O a questão então é pra que serviria isso, porque isso estaria em todo lugar? Qual função serviria esse inviabilizar da homossexualidade viril, tanto não a representando quanto fazendo qualquer macho opressor normal que curta homem ficar totalmente quieto?

E o meu palpite é o seguinte. O que a homossexualidade do cara feminino, a heterossexualidade do machão e a heterossexualidade de um cara feminino pau mandado da esposa tem em comum?

todas elas devem se submeter ao feminino. a homossexualidade viril, entretando, está totalmente acima dela.

E o meu palpite é que existem mecanismos sociais adaptados a controlar o homem através do feminino, seja botando uma esposa na casa dele pra ele cuidar dos filhos dela e ser influenciado por essa vida, seja promovendo que ele possa ser um homossexual feminino. em ambos os casos ele se submete a influencia do feminino. mesmo quando se submete a autoridade do pai, a criança se submete a autoridade de um homem já condicionado pela convivência com a mulher, pela submissão ao feminino no sentido de que ele já se tornou o que precisa ser pra poder ‘coexistir’ com a mulher.

Tudo aquilo que quer controlar o homem através da mulher provavelmente quer também impedir a homossexualidade viril como a saída perfeita pra escapar desse controle, um ‘truque’, um cheat








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Como assim gay viril?
Vamos começar com a diferença entre sexo e gênero. Você já deve ter ouvido que sexo é o que a pessoa nasce, e gênero é o que ela ‘se identifica’ ou diz que é.
O que não te disseram explicitamente é que isso diz respeito estritamente às burocracias da lei. Não é pra fazer sentido mesmo, e não é essa a distinção teórica pra quem estuda esse assunto.
O melhor jeito de explicar gênero é com teatro: um homem fazendo o papel de um personagem fêmea está no sexo masculino e no gênero feminino. Simples assim.
Se um cara diz que agora acordou como uma mina pra se beneficiar da lei ou seduzir menininhas, isso é algo típico de um personagem masculino. Se uma menina diz que aquele dia se identifica com o gênero unicórnio e sai pondo o dedo na cara de quem ousa questionar, isso é típico de uma menina. Eles não estão saindo de seus próprios gêneros a falarem assim. O que as pessoas dizem não é o personagem, apenas faz parte do “personagem”.
E O personagem é o gênero.
O personagem herda, inevitavelmente, muitas coisas que a biologia e a história de vida do ator trazem pra ele... mas é possível mudar de personagem, ainda que você possa interpretar um muito melhor que outro (existe o conceito de ‘passável’ pra transexuais que está muito mais próximo da distinção sociológica real entre sexo e gênero do que a distinção burocrática baseada em auto-declaração.
Ok, mas e onde entra o gay viril?
Jack donovan escreveu esse livro chamado androfilia em que ele rejeita a identidade homossexual e abraça a identidade masculina apesar de ser basicamente casado com outro cara (mas não chama de marido, chama de ‘compadre’). Ele é um cara super machão normal como se fosse hetero, mas curte homem. Diz até que nem teria problema em casar e ter filho se fosse necessário, mas já que não precisa, então está de boa. E é aí que entra o meu ponto.
Todas as coisas que a gente vê no ‘gayzismo’, na promoção da aceitação da homossexualidade com fundos públicos e de grandes corporações, do ponto de vista de um cara hetero normal , não são promoção. Tanto que existem muitos de nós horrorizados, ou caindo na gargalhada. E é obvio, previsível e inevitável que isso aconteça. Isso é feito dessa forma que nos parece em geral ridícula e vergonhosa não só sabendo disso, como prontos pra impedir qualquer conversa sobre esse fato. E quando você usa direito a distinção entre sexo e gênero, e eu acho que jogar ela totalmente fora justo agora é precisamente parte dos mecanismos pra obscurecer que isso tá acontecendo, você percebe que tudo aquilo que irrita o cara heterossexual normal macho vai irritar um personagem homem que curte homem. Um gay viril. Esse cara não existe nos movimentos lgbt, ele parece ser inclusive seu MAIOR inimigo possível.
Então será que é promoção da homossexualidade mesmo? Ou será que não é precisamente promoão da homossexualidade feminina de uma forma que garanta o controle da homossexualidade viril?

Eu tenho outro indício de que isso não é só viagem. Pega os países mais extremos no controle da homossexualidade: muitos deles, como a arábia saudita poir exemplo se não me engano, permitem que o cara troque de sexo para praticar atos homossexuais. Pense nisso: se ele for fazer o personagem mulher na peça da vida, NADA será feito contra ele. Se ele quiser ser personagem homem e fazer isso, ele é condenado A MORTE.
Esse tipo de mecanismo raramente é aleatório. É aqui que a gente entra em sociologia mais estritamente falando. As instituições , os costumes, as ideias, e tudo mais, que existem nas sociedades de todos os tipos e todas as eras, geralmente estão envolvidas no sucesso da sobrevivência e reprodução das sociedades. Pode não ser, mas é um indício. E todo mundo sabe que controlar a homossexualidade de um jeito ou de outro, em um grau ou outro, é algo bem comum em muitas sociedades de muitas eras. Então porque? Se isso existe, deve ter alguma utilidade.
A resposta automática é ‘pra fazer mais filhos’. Mas isso é absurdo, meus amigos. Primeiro que um único homem poderia engravidar todas as mulheres, segundo que cada homem só precisa fazer sexo meia dúzia de vezes no ano pra engravidar sua mulher, e nem precisa conviver com ela ou gostar dela pra isso. Eu acho que a gente tá olhando pro lugar errado quando pensa por aí. A questão não é garantir que os caras transem com as mulheres, isso é a isca do mecanismo. O mecanismo, a instituição em questão, é o de submeter o homem ao feminino, de um jeito ou de outro. Como assim?
O que tem em comum a arabia saudita com o ocidente no tratamento da homossexualidade? Ambos parecem trabalhar na direção da homossexualidade feminina e contra a homossexualidade viril. Provavelmente então esse é o personagem que precisa ser controlado. E porque? A gente supõe que deve existir algum mecanismo pra isso, pela premissa anterior, e agora a gente especula sobre possíveis usos pra isso.


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