GAY VIRIL?
Em suma, o meu ponto é que todo esse papo LGBT gayzista
serve não pra promover a homossexualidade, mas pra controlar um certo tipo de
homossexualidade, que por convenção vou chamar de homossexualidade viril.
A promoção da homossexualidade do jeito específico que fazem
esses movimentos, que é uma homossexualidade bem feminina e infantil (os dois
opostos do homem macho), é justamente o que garante que pegue muito mal pra
qualquer macho, seja ele hetero ou gay viril, fazer parte dessa história de desconstrução.
É que o gay viril é um cara ‘normal’ como os heteros, um macho-padrão em quase
todos os outros aspectos. Ele é, nas palavras das feministas, um misógino como
nós. E mais, ela o acusa de se auto-odiar, quando ele apenas – em geral -, não
é muito fã de mulherzice, como qualquer cara hetero (com a diferença de que ele
não é obrigado a aceitar, como nós- ponto crucial como veremos)
E isso que eu estou falando se repete em todo o ocidente:
promove-se a homossexualidade de um certo jeito que garante sua PÉSSIMA
reputação entre os machos, muito pior do que seria. Quando a homossexualidade
estava se espalhando com uma ótima reputação pela música e pela arte, nos anos
90 e começo dos 2000, isso sim poderia ser chamado de gayzismo. Mas o que
acontece agora me parece ser uma reação direta, contrária a isso. Um antigayzismo,
uma tentativa de represar as águas da homossexualidade dentro de uma cerca
justamente pq ela estava, talvez, saindo fora de controle.
Mas é muito mais onipresente que isso. Pense nos países mais
extremos no controle da sexualidade, que condenam severamente a prática, como
os países árabes. Boa parte deles permite totalmente que o homossexual “troque
de sexo” para não ser punido. Ou seja, é tudo bem ser um homossexual feminino
mesmo nesses países mais extremos, desde que você se submeta a essa ‘desonra’,
para o macho pelo menos, de se feminizar. As coisas lá não são tão diferentes
daqui quanto parecem, muito pelo contrário.
Perceba o seguinte: só existe uma única opção proibida nessa
confusão toda do controle da sexualidade. O cara pode ser macho e gostar de
mulher, pode ser feminino e gostar de mulher, e pode ser feminino e gostar de
homem. Mas ele não pode ser macho e gostar de homem. Porque isso seria um
problema tão grande que se reflete aqui e na arábia saudita tão claramente?
Qual o grande problema da
homossexualidade viril?
Eu fiz um vídeo sobre isso chamado “o bárbaro e a princesa”,
vou deixar o link na descrição e no topo dos comentários, mas aqui eu vou abordar
o assunto por outro livro: androfilia de jack danovan.
Jack danovan é um macho opressor padrão, mas curte homem.
Odeia LGBTzismo como qualquer bolsominion de família, e a questão central do
livro é justamente a de negar a identidade homossexual e abraçar a homossexualidade.
Ele não acha que o fato de ele gostar de homem define ele, por isso ele não se
ve no bando lgbt, e tem inúmeros amigos como ele.
E meu palpite é que é justamente esse tipo que, por alguma
razão, tanto o ocidente quanto oriente parecem querer suprimir e esconder. Porque?
Uma das coisas que ele escreve é crucial pra iluminar essa questão. Ele diz que
se fosse proibido ser gay no país dele, ele não tria problema em casar e provavelmente
seria até capaz de curtir o sexo. Rapidamente os policiais das sexualidades vem
trazer rótulos, mas eu peço que os suspendam por enquanto. O ponto é que se
esse for o caso, se a punição severa pode enviesar a decisão de um cara como
esse, outros caras também podem ter suas decisões enviesadas e não só por isso,
mas por outros mecanismos de controle diferentes da lei – como por exemplo, a
destruição da reputação, a associação ao vergonhoso.
Pense o seguinte: o que é a homofobia do valentão da escola?
É a de associar a homossexualidade ao feminino. ele acusa o molque feminino de
ser gay ou ataca a masculinidade do gay associando-o ao feminino. É a mesma
coisa. O ponto é que esse ‘bullying homofóbico’ é EXATAMENTE o mecanismo do
lgbtismo mainstream, porque ele faz de tudo pra associar o homossexual ao feminino,
às proteções conferidas ao feminino, ao tratamento e representação conferido ao
feminino, e até permitindo porta-vozes femininos mas jamais machos tóxicos para
falar em seu nome. É na verdade muito óbvio , tudo aponta pra esse mesmo lugar:
associar o ato da sodomia, o deitar-se com homem, à imagem e reputação do
feminino (que é péssima entre os machos).
O a questão então é pra que serviria isso, porque isso estaria
em todo lugar? Qual função serviria esse inviabilizar da homossexualidade
viril, tanto não a representando quanto fazendo qualquer macho opressor normal
que curta homem ficar totalmente quieto?
E o meu palpite é o seguinte. O que a homossexualidade do
cara feminino, a heterossexualidade do machão e a heterossexualidade de um cara
feminino pau mandado da esposa tem em comum?
todas elas devem se submeter ao feminino. a homossexualidade viril, entretando, está totalmente acima dela.
todas elas devem se submeter ao feminino. a homossexualidade viril, entretando, está totalmente acima dela.
E o meu palpite é que existem mecanismos sociais adaptados a
controlar o homem através do feminino, seja botando uma esposa na casa dele pra
ele cuidar dos filhos dela e ser influenciado por essa vida, seja promovendo
que ele possa ser um homossexual feminino. em ambos os casos ele se submete a
influencia do feminino. mesmo quando se submete a autoridade do pai, a criança
se submete a autoridade de um homem já condicionado pela convivência com a
mulher, pela submissão ao feminino no sentido de que ele já se tornou o que
precisa ser pra poder ‘coexistir’ com a mulher.
Tudo aquilo que quer controlar o homem através da mulher
provavelmente quer também impedir a homossexualidade viril como a saída
perfeita pra escapar desse controle, um ‘truque’, um cheat
Como assim gay viril?
Vamos começar com a diferença entre sexo e gênero. Você já
deve ter ouvido que sexo é o que a pessoa nasce, e gênero é o que ela ‘se
identifica’ ou diz que é.
O que não te disseram explicitamente é que isso diz respeito
estritamente às burocracias da lei. Não é pra fazer sentido mesmo, e não é essa
a distinção teórica pra quem estuda esse assunto.
O melhor jeito de explicar gênero é com teatro: um homem
fazendo o papel de um personagem fêmea está no sexo masculino e no gênero
feminino. Simples assim.
Se um cara diz que agora acordou como uma mina pra se
beneficiar da lei ou seduzir menininhas, isso é algo típico de um personagem
masculino. Se uma menina diz que aquele dia se identifica com o gênero
unicórnio e sai pondo o dedo na cara de quem ousa questionar, isso é típico de
uma menina. Eles não estão saindo de seus próprios gêneros a falarem assim. O
que as pessoas dizem não é o personagem, apenas faz parte do “personagem”.
E O personagem é o gênero.
O personagem herda, inevitavelmente, muitas coisas que a
biologia e a história de vida do ator trazem pra ele... mas é possível mudar de
personagem, ainda que você possa interpretar um muito melhor que outro (existe
o conceito de ‘passável’ pra transexuais que está muito mais próximo da
distinção sociológica real entre sexo e gênero do que a distinção burocrática
baseada em auto-declaração.
Ok, mas e onde entra o gay viril?
Jack donovan escreveu esse livro chamado androfilia em que
ele rejeita a identidade homossexual e abraça a identidade masculina apesar de
ser basicamente casado com outro cara (mas não chama de marido, chama de
‘compadre’). Ele é um cara super machão normal como se fosse hetero, mas curte
homem. Diz até que nem teria problema em casar e ter filho se fosse necessário,
mas já que não precisa, então está de boa. E é aí que entra o meu ponto.
Todas as coisas que a gente vê no ‘gayzismo’, na promoção da
aceitação da homossexualidade com fundos públicos e de grandes corporações, do
ponto de vista de um cara hetero normal , não são promoção. Tanto que existem
muitos de nós horrorizados, ou caindo na gargalhada. E é obvio, previsível e
inevitável que isso aconteça. Isso é feito dessa forma que nos parece em geral
ridícula e vergonhosa não só sabendo disso, como prontos pra impedir qualquer
conversa sobre esse fato. E quando você usa direito a distinção entre sexo e
gênero, e eu acho que jogar ela totalmente fora justo agora é precisamente
parte dos mecanismos pra obscurecer que isso tá acontecendo, você percebe que
tudo aquilo que irrita o cara heterossexual normal macho vai irritar um
personagem homem que curte homem. Um gay viril. Esse cara não existe nos
movimentos lgbt, ele parece ser inclusive seu MAIOR inimigo possível.
Então será que é promoção da homossexualidade mesmo? Ou será
que não é precisamente promoão da homossexualidade feminina de uma forma que
garanta o controle da homossexualidade viril?
Eu tenho outro indício de que isso não é só viagem. Pega os
países mais extremos no controle da homossexualidade: muitos deles, como a
arábia saudita poir exemplo se não me engano, permitem que o cara troque de
sexo para praticar atos homossexuais. Pense nisso: se ele for fazer o
personagem mulher na peça da vida, NADA será feito contra ele. Se ele quiser
ser personagem homem e fazer isso, ele é condenado A MORTE.
Esse tipo de mecanismo raramente é aleatório. É aqui que a
gente entra em sociologia mais estritamente falando. As instituições , os
costumes, as ideias, e tudo mais, que existem nas sociedades de todos os tipos
e todas as eras, geralmente estão envolvidas no sucesso da sobrevivência e
reprodução das sociedades. Pode não ser, mas é um indício. E todo mundo sabe
que controlar a homossexualidade de um jeito ou de outro, em um grau ou outro,
é algo bem comum em muitas sociedades de muitas eras. Então porque? Se isso
existe, deve ter alguma utilidade.
A resposta automática é ‘pra fazer mais filhos’. Mas isso é
absurdo, meus amigos. Primeiro que um único homem poderia engravidar todas as
mulheres, segundo que cada homem só precisa fazer sexo meia dúzia de vezes no
ano pra engravidar sua mulher, e nem precisa conviver com ela ou gostar dela
pra isso. Eu acho que a gente tá olhando pro lugar errado quando pensa por aí.
A questão não é garantir que os caras transem com as mulheres, isso é a isca do
mecanismo. O mecanismo, a instituição em questão, é o de submeter o homem ao
feminino, de um jeito ou de outro. Como assim?
O que tem em comum a arabia saudita com o ocidente no
tratamento da homossexualidade? Ambos parecem trabalhar na direção da
homossexualidade feminina e contra a homossexualidade viril. Provavelmente
então esse é o personagem que precisa ser controlado. E porque? A gente supõe
que deve existir algum mecanismo pra isso, pela premissa anterior, e agora a
gente especula sobre possíveis usos pra isso.
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